Algo exala um sabor adocicado no ar e nós podemos escolher entre aceitá-lo e rejeitá-lo. Para HaShém não existem coincidências, tudo possui um propósito.
Minha alma foi tocada. Chorava a exaustão, pois não encontrei uma morada pela qual pudesse realmente adotar, um lugar aconchegante, para reunir todos os amigos possíveis e imagináveis. Já havia visitado tantos locais com os quais não tive uma boa impressão, alguns valendo mais do que eu podia pagar e sempre saía com um certo desapontamento, uma certa desesperança.
Como um cão eu precisava de uma lambida da minha mãe ou de alguém compassivo comigo, eu já não esperava mais nada, as forças estavam se esgotando.
Uma senhora de certa idade, uma idade avançada, próxima de mim enquanto eu de olhos vermelhos e inchados pelo pranto, frustrado, íamos atravessar a rua. “Com licença, poderia me ajudar a chegar do outro lado da rua? Se não for pedir muito”. Não pensei duas vezes, cedi meu braço e atravessamos aquela rua.
Do outro lado, o agradecimento pelo gesto mais do que gentil de minha parte e o contentamento em saber dessa qualidade que o mundo parece atualmente carecer tanto. Agradeci as palavras vindas desta respeitável senhora, quando algo chamou a atenção dela. E esses olhos vermelhos, essa cara de triste, está com alguma frustração!?
Ela parecia ter lido os meus pensamentos, admirado e surpreso resolvi informá-la que mais uma vez não havia encontrado um lugar para me abrigar na cidade, de alguma maneira fui contemplado com isso!
Deu uma olhada em mim, pensou um pouco e respondeu claramente com gentileza: “Tente ir ali naquele prédio. Possivelmente exista algum para alugar. Todos os apartamentos do edifício são confiáveis, agradáveis, não perca a chance de ir lá, viu, D-us há de ser generoso contigo e te recompensará mais cedo do que imaginas!”
Encorajado, parti em direção ao indicado por essa mulher de cabelos esbranquiçados, simpática. Antes de eu tocar o interfone o porteiro veio falar, como se não tivesse medo de mim, de corpo inteiro sem estar atrás de um vidro ou guarita: “Eu vi que atravessaste aquela madame na faixa, foi ela quem te trouxe aqui, eu imagino”.
Sim, ele era tão amigável quanto o foi aquela senhora, vim por indicação dela. A moça da imobiliária está vindo aí, temos um apartamento vago em virtude de um falecimento recente de um senhor na faixa dos 80 anos, talvez esteja interessado, quer um café? Entre, o senhor é bem-vindo. Provou ser um verdadeiro cavalheiro.
Ficamos umas duas horas conversando e bebericando café, como fôssemos amigos de longa data até chegar uma mulher bem determinada.
Ela dizia ao porteiro de um sofrimento afrontado por alguém haver pedido um simples auxílio comum à saudade desejosa de reencontrar uma pessoa querida, se ela poderia representar o seu ente e obteve com isso uma série de ofensas descabidas e despropositadas. Graças a D-us nenhum dano físico se confirmou, apenas deixou uma pobre mulher em choque.
Ausência de movimentos, ausência de expressão facial e mutismo. Todos os familiares impressionados, a catatonia estava confirmada. Estava na casa desta pessoa, como se algo me tivesse arrastado do sonho de um apartamento bem localizado, com uma bela vista. O porteiro já não estava ali, havia ido descansar em casa de seu turno, mas desejou melhoras a moça, sim, a moça não se tratava da viúva, tampouco da senhora de idade avançada a qual guiei até a calçada do outro lado da rua.
O que eu fazia ali? Pouco sabia o motivo da minha presença. Olá Mr. Forbes, pode me dar um autógrafo no seu livro “O avançar irremediável”. Isso acabou com a minha sequência bem definida de palavras e fatos para exemplificar uma situação corriqueira, freqüente na trajetória de vida de qualquer um. Estava com a aparência de 80 anos e vi um homem de mais ou menos uns 35 anos ao lado de uma mulher segurando uma placa de “Aluga-se”.
Como era possível? Entrei para me inteirar dos acontecimentos. Presença não notada, aquele homem entrou no apartamento. Mr. Forbes a senhora tão admirada pelo senhor veio lhe ver. Nós nos encontramos novamente? Como posso eu estar mais velho do que tu? Explique isso agora.
Não está lembrado, querido? Lembrado? Passamos o dia a conversar, andamos pela cidade fora do asilo onde me encontrava, ela me contou detalhes da minha história e então uma jovem me atravessava na faixa, chorei intensamente porque ela já não estava mais comigo. Perguntei se era pedir muito me visitar no asilo e ela me prometeu adquirir aquela propriedade para todos os dias poder me visitar.
Mal sei o final do texto aqui em questão, porém de alguma forma fico comovido. O avançar dos sinais representa a maneira pela qual cada um leva seu enredo, espelhando aqueles a quem amamos, estando com eles na sua lembrança, na sua memória. A única coisa deixada por um ser humano são os seus bons atos para com outras almas, aprendam isso bem! O Alzeheimer de forma alguma determina o fim, isso não é o fim.
Tudo de bom,
Mr. Forbes Golden Junior
escritor literário
sábado, 17 de dezembro de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Dilma arma: só pode sair a morte
"Todo brasileiro ou brasileira portando uma arma traz forte tendência ao assassinato. Eu explico.
Por exemplo, uma criança brincando com esse pedaço de ferro aperta o gatilho em direção ao seu colega ou, D-us me livre, contra si próprio e causa, na pior das hipóteses, a morte. Isso devido ao pai, a mãe ou o seu responsável ter deixado esse instrumento dentro de sua residência ao alcance de seus filhos, sobrinhos ou de quem deveriam estar cuidando para não ocasionar uma tragédia irreperável em suas vidas.
O atirador de Realengo obteve fácil acesso a armas de fogo e ocasionou a morte de 12 crianças inocentes, isso poderia ter sido evitado se a nação brasileira fosse menos ingênua na votação do primeiro referendo sobre o desarmamento em massa de nossa população.
Nenhuma mulher, nenhuma mãe, como eu, quer esse artefato na mão de bandidos, dos nossos companheiros, de nossos filhos porque mais tarde se poderá realizar algo terrível ou pelas mãos deles ou pelas mãos de terceiros. Arma, fique bem claro, pertence as Forças Armadas ou a força policial para manter a boa ordem social, a nossa tão preciosa paz.
Se eu pudesse, como presidenta do Brasil, desarmaria a população mundial. Do Brasil vamos dar o exemplo, daqui vai sair a morte, a morte provocada por armas. Muito obrigada!"
Por exemplo, uma criança brincando com esse pedaço de ferro aperta o gatilho em direção ao seu colega ou, D-us me livre, contra si próprio e causa, na pior das hipóteses, a morte. Isso devido ao pai, a mãe ou o seu responsável ter deixado esse instrumento dentro de sua residência ao alcance de seus filhos, sobrinhos ou de quem deveriam estar cuidando para não ocasionar uma tragédia irreperável em suas vidas.
O atirador de Realengo obteve fácil acesso a armas de fogo e ocasionou a morte de 12 crianças inocentes, isso poderia ter sido evitado se a nação brasileira fosse menos ingênua na votação do primeiro referendo sobre o desarmamento em massa de nossa população.
Nenhuma mulher, nenhuma mãe, como eu, quer esse artefato na mão de bandidos, dos nossos companheiros, de nossos filhos porque mais tarde se poderá realizar algo terrível ou pelas mãos deles ou pelas mãos de terceiros. Arma, fique bem claro, pertence as Forças Armadas ou a força policial para manter a boa ordem social, a nossa tão preciosa paz.
Se eu pudesse, como presidenta do Brasil, desarmaria a população mundial. Do Brasil vamos dar o exemplo, daqui vai sair a morte, a morte provocada por armas. Muito obrigada!"
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Cúrva
acentuada acentuada acentuada escapo pela janela.
alguém explica?
recuo recuo recuo
curva não tem assento
muito bem
vai sem acento, a senhorinha?
perdeu o respeito
não, perdi o medo e resolvi ir em pé
a pé? em pé; de pé? a pé em pé de pé
acelero acelero acelero
ou
curva acentuada.
não vi assento e escapei escapei escapei
por uma das janelas do ônibus
alguém explica?
recuo recuo recuo
curva não tem assento
muito bem
vai sem acento, a senhorinha?
perdeu o respeito
não, perdi o medo e resolvi ir em pé
a pé? em pé; de pé? a pé em pé de pé
acelero acelero acelero
ou
curva acentuada.
não vi assento e escapei escapei escapei
por uma das janelas do ônibus
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Por que do desamparo familiar?
Uni-te jovem a uma personalidade oposta. Voltas à sua infância. Começas a classificar cada aspecto da vida segundo vossos sentidos (sem passar pelo crivo intelectual): doce, amargo; detestável, aceitável; como ficarías com alguém se esse alguém fosse não-suportável?
Jamais ficaria, porém o outro finge, aparenta ou assume um perfil distinto do real. Conquista maior intimidade, então, descobres se um está mesmo para o outro...
Nem todos conseguem encerrar vínculos afetivos devido à incompatibilidade, isso atinge famílias na forma de brigas constantes, depreciando os valores emotivos dos filhos, desnorteando o rumo deles: desamparando.
Jamais ficaria, porém o outro finge, aparenta ou assume um perfil distinto do real. Conquista maior intimidade, então, descobres se um está mesmo para o outro...
Nem todos conseguem encerrar vínculos afetivos devido à incompatibilidade, isso atinge famílias na forma de brigas constantes, depreciando os valores emotivos dos filhos, desnorteando o rumo deles: desamparando.
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